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Servos
 
Essa categoria da sociedade era composta pela maioria da população. Ligados à terra, os camponeses eram obrigados a sustentarem os senhores feudais por meio de tributos e taxas como:

  • Corveia - obrigação do servo de trabalhar nas terras do senhor, sendo que toda produção de seu trabalho era do proprietário das terras.
  • Talha – o servo era obrigado a entregar metade de sua produção para o senhor feudal.
  • Banalidades – pagamento feito pelo servo para utilização de instrumentos e instalações do feudo (celeiro, forno...).
  • Mão-morta – taxa paga pelo filho do camponês, para permanecer no feudo após a morte de seu pai.
  • Dízimo: O servo deveria destinar 10% da produção para a igreja para ajudar na manutenção da capela;

  • Censo: valor pago pelos vilões para a nobreza;

  • Taxa de Justiça: Valor pago pelos vilões e servos para serem julgados no tribunal;

  • Formariage: Taxa paga pelo servo para auxiliar no custeio do pagamento de um nobre;

  • Albergagem: O servo era obrigado a hospedar o senhor feudal.

ferreiro trabalhandoPelo fato de formar a terceira camada da sociedade, os servos ou camponeses, e os pequenos artesãos constituíam a camada dos homens não livres, pois trabalhavam na reserva ou serviam aos castelos e mosteiros. Pela falta de liberdade, não podiam sair do domínio senhorial ou casar sem a autorização do senhor feudal. Já os colonos eram considerados homens livres.

Para ocorrer uma ligação entre senhor e servo no sistema feudal, instituíam-se Suserania e Vassalagem. Essas relações representavam a estrutura política da Alta Idade Média. Estendida por várias regiões, as redes de vassalagem tinham o rei como o suserano mais poderoso. Os senhores feudais, grandes proprietários de terras, dominavam o poder político que, por ser fragmentado, era descentralizado.  

A troca de concessões entre vassalo e servo se dava da seguinte forma:

  • Suserano – Concedia um lote de terra (feudo) ao vassalo, proteção, um lugar no sistema de produção, prestava assistência jurídica e auxiliava militarmente.
  • Vassalo – Prestar fidelidade, ajuda no trabalho, serviço militar ao suserano e comparecer ao tribunal por ele presidido.
Para formalizar essa relação, estabelecia-se o contrato feudo-vassálico que era caracterizado pelas seguintes etapas: Homenagem, Juramento de fidelidade e Investidura.
 
  • Homenagem – De cabeça descoberta e sem armas, o vassalo ajoelhava-se e colocava as mãos juntas entre as do suserano, declarando por meio desse gesto a sua servidão. A partir daí, o vassalo submetia-se à autoridade do suserano e passava a ser reconhecido como o “homem do senhor”.
  • Juramento de fidelidade – O vassalo jurava fidelidade ao suserano com as mãos sobre a Bíblia, ou relíquias de um santo comprometendo-se a prestar auxílio e conselho militar. O acordo era confirmado nessa etapa.
  • Investidura – Um objeto era entregado ao vassalo pelo suserano, representando o benefício do feudo e garantindo-lhe proteção para o futuro. O feudo era concedido e poderia ser transmitido de geração em geração.
Mulher Medieval

Submissão. Essa é a melhor palavra para designar e descrever o papel feminino na Idade Média. Obedientes às ordens de seus pais e maridos, desde as pertencentes à alta nobreza até as famílias camponesas, as mulheres desempenhavam os seguintes papéis: procriação, auxiliavam nas tarefas agrícolas cotidianas, tecelagem, organização de casa, atendimento aos doentes e educação às crianças. Muitas delas eram artesãs e ocupavam-se da fabricação de pentes, cosméticos, sabão e peças de vestuário em oficinas dos grandes feudos da Alta Idade Média.

Virgindade, castidade e pureza eram aspectos fundamentais para a vida íntegra da mulher medieval. A maior tentativa das autoridades eclesiásticas era manter-se afastadas delas, pois representavam a personificação da tentação e instintos carnais.

A Igreja era um elemento altamente prejudicial à figura feminina da época. Todo o contexto gerado por ela, inclusive da relação com o pecado, a sensualidade e a sexualidade, justificava e favorecia a dominação exercida sobre as mulheres. Na própria Inquisição, os religiosos condenaram uma quantidade imensa dela à fogueira, culpando-as, inconsequentemente, por atos que feriam a doutrina como a luxúria e a bruxaria.
 
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