Homem VikingOriginários da região da Escandinávia, compreendendo atualmente o território de três países europeus: Suécia, Dinamarca e Noruega, os Vikings, também conhecidos como nórdicos ou normandos, estabeleceram uma rica cultura que se desenvolveu graças à atividade agrícola, artesanato e ao formidável comércio marítimo. Durante as incursões realizadas pela Europa Continental, terras foram saqueadas e conquistadas pelos povos, como a região da Bretanha (atual Reino Unido).

A civilização atingiu seu auge entre os séculos VIII e XI, devido o processo de invasão à Bretanha que aconteceu nessa fase. Em 865, grande parte das terras britânicas foram conquistadas por seu poderoso exército dinamarquês. A expansão desses povos em terras escocesas ocorreu na mesma época.

Uma das principais atividades econômicas dos Vikings era voltada para a pirataria, saqueando riquezas. As outras baseavam-se na pesca (principalmente do bacalhau) e no comércio marítimo que praticavam na região norte da Europa. Inclusive, durante a era medieval, estabeleceram extensos contatos comerciais europeus.

Pesquisas históricas e arqueológicas apontam o rio como a melhor maneira de infiltração com barcos (drakars) no território europeu. Dentro desse aspecto favorável às invasões, os Vikings puderam disseminar medo e morte em regiões da França, Alemanha, Inglaterra, Irlanda e Rússia.

Aterrorizados com a destruição causada pelos normandos, os europeus construíram castelos e portos com segurança reforçada, mas isso não adiantou. A civilização nórdica era detentora de uma poderosa força bélica e possuía bravos guerreiros. Fabricavam armas, escudos de metal e suas próprias embarcações.

Sociedade Viking

Chamados de normandos pelos franceses e italianos na Idade Média, os Vikings, por habitarem no extremo norte da Europa, tiveram o nome oriundo do normando “vik”, cujo significado mais provável é “homens do norte”.

Suas residências eram simples: construídas de madeira, pedras e relva seca. O espaço no interior dos lares era distribuído, frequentemente, em um único cômodo. Nos casos mais raros, de famílias mais privilegiadas, tinham a presença de uma divisão mais complexa composta por salas, cozinha e quartos.

Como a temperatura local era extremamente baixa, os Vikings necessitavam de uma vestimenta que suportasse o frio europeu. Tecidos de couro e peles grossas eram utilizados para este fim, mantendo o corpo aquecido. O uso de acessórios de pedra e metal, como adornos, era apreciado pela população.

As famílias eram organizadas com base no sistema patriarcal, onde o homem desempenhava o papel de responsabilidade e defesa familiar, além de realizar as principais atividades econômicas. A mulher era responsável pelos assuntos domésticos, dedicando-se à preparação dos alimentos e as tarefas cotidianas. Aos pais caberia a educação dos filhos, sendo transmitidas as tradições e ofícios Vikings.

A principal autoridade política entre os normandos era a figura do Rei. Condes e chefes tribais ocupavam cargos menores, mas desfrutavam de prestígios e poder político. Os membros principais da tribo discutiam e elaboravam suas próprias leis, reunidos ao ar livre.

Religião e Mitologia Nórdica

A cultura Viking era banhada por riquíssimos personagens mitológicos adorados como deuses na própria crença ou em eventos coletivos. Várias histórias abordavam lutas entre deuses nórdicos ou o conflito entre as divindades e os gigantes. Como principais exemplos, podem ser citados: Odin (Deus da sabedoria e da guerra), Thor (deus do trovão que protegia o povo, filho de Odin) e Freyr (deus da paz e fertilidade). A civilização acreditava nas Valkirias, mulheres que cavalgavam com Odin durante as batalhas, e que conduziam os guerreiros mortos em guerra para a Valhalla (paraíso dos Vikings).

Por serem politeístas (crença em vários deuses), a conversão para o cristianismo ocorreu gradativamente, ao longo da Idade Média, por volta do ano 1000. Por meio do contato com europeus, eles começaram a aderir à nova religião. A partir desse processo, a cultura Viking foi desintegrada entre os séculos XI e XII, durante os vários conflitos entre estes povos e os ingleses.